{"id":1273,"date":"2025-03-24T11:13:34","date_gmt":"2025-03-24T14:13:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.nutrimedrj.com.br\/?p=1273"},"modified":"2025-03-24T14:25:14","modified_gmt":"2025-03-24T17:25:14","slug":"anorexia-nervosa-e-sindrome-de-realimentacao-com-o-que-devo-me-preocupar-em-pacientes-adultos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.nutrimedrj.com.br\/index.php\/2025\/03\/24\/anorexia-nervosa-e-sindrome-de-realimentacao-com-o-que-devo-me-preocupar-em-pacientes-adultos\/","title":{"rendered":"Anorexia nervosa e S\u00edndrome de Realimenta\u00e7\u00e3o: com o que devo me preocupar em pacientes adultos?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1274\" src=\"http:\/\/www.nutrimedrj.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMAGEM-PRINCIPAL-DO-BLOG.png\" alt=\"\" width=\"956\" height=\"158\" srcset=\"https:\/\/www.nutrimedrj.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMAGEM-PRINCIPAL-DO-BLOG.png 956w, https:\/\/www.nutrimedrj.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMAGEM-PRINCIPAL-DO-BLOG-300x50.png 300w, https:\/\/www.nutrimedrj.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMAGEM-PRINCIPAL-DO-BLOG-768x127.png 768w\" sizes=\"(max-width: 956px) 100vw, 956px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\"><span style=\"color: #000000;\">Anorexia Nervosa (AN), de acordo com o Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais (DSM-V), \u00e9 um transtorno alimentar que apesar de baixa preval\u00eancia oferece grande risco cl\u00ednico<sup>2<\/sup>. A AN \u00e9 uma doen\u00e7a psiqui\u00e1trica grave, com uma preval\u00eancia estimada em 0,48% entre o g\u00eanero feminino de 15 a 19 anos; estima-se que seja de 9 a 10 vezes mais comum no g\u00eanero feminino do que no g\u00eanero masculino<sup>6<\/sup>. As consequ\u00eancias cl\u00ednicas s\u00e3o extensas, assim como os impactos psicol\u00f3gicos, familiares e sociais, especialmente em indiv\u00edduos jovens. O risco de mortalidade \u00e9 preocupante, atingindo aproximadamente 0,56% ao ano, sendo o mais elevado entre todos os transtornos psiqui\u00e1tricos.<sup>1<\/sup><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span style=\"color: #000000;\">Na AN, pensamentos e comportamentos patol\u00f3gicos relacionados \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o e ao peso, assim como emo\u00e7\u00f5es sobre apar\u00eancia, alimenta\u00e7\u00e3o e comida, ocorrem simultaneamente. Esses pensamentos, sentimentos e comportamentos levam a mudan\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o corporal e no funcionamento do organismo, que s\u00e3o consequ\u00eancias diretas.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span style=\"color: #000000;\">O tratamento da AN \u00e9 complexo e exige aten\u00e7\u00e3o a aspectos psiqui\u00e1tricos, m\u00e9dicos e nutricionais da doen\u00e7a<sup>5<\/sup>. O tratamento nutricional da anorexia nervosa (AN) tem como objetivo restaurar um crescimento e desenvolvimento saud\u00e1veis, promovendo a reestrutura\u00e7\u00e3o dos h\u00e1bitos alimentares, a adequa\u00e7\u00e3o do consumo alimentar e a normaliza\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o de fome e saciedade. Al\u00e9m disso, busca interromper pr\u00e1ticas de perda e controle de peso, bem como corrigir as sequelas f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas causadas pela desnutri\u00e7\u00e3o. A realimenta\u00e7\u00e3o oral com alimentos \u00e9 a abordagem preferencial para a recupera\u00e7\u00e3o do peso, demonstrando maior efic\u00e1cia a longo prazo em compara\u00e7\u00e3o com a nutri\u00e7\u00e3o enteral, por\u00e9m a depender do estado nutricional e do grau de recusa alimentar, faz-se necess\u00e1rio o inicio gradual da nutri\u00e7\u00e3o enteral, podendo ou n\u00e3o ser combinada com a alimenta\u00e7\u00e3o oral.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span style=\"color: #000000;\">A <b>S\u00edndrome da Realimenta\u00e7\u00e3o (SR)<\/b> \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o potencialmente fatal que pode ocorrer quando uma pessoa desnutrida grave come\u00e7a a receber alimenta\u00e7\u00e3o ap\u00f3s um per\u00edodo prolongado de priva\u00e7\u00e3o alimentar. A transi\u00e7\u00e3o abrupta para a ingest\u00e3o de alimentos ou l\u00edquidos pode causar uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas graves.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span style=\"color: #000000;\">A triagem de risco de SR n\u00e3o \u00e9 comumente aplicada e mesmo quando h\u00e1 desnutri\u00e7\u00e3o, o risco geralmente \u00e9 negligenciado entre os pacientes hospitalizados<sup>3<\/sup>. Fatores de risco para a SR s\u00e3o baixo IMC, perda de peso significativa e r\u00e1pida, aus\u00eancia de ingest\u00e3o de nutrientes por v\u00e1rios dias, baixa concentra\u00e7\u00e3o plasm\u00e1tica de fosforo, magn\u00e9sio e pot\u00e1ssio e hist\u00f3ria de ingest\u00e3o de \u00e1lcool. Esses tamb\u00e9m s\u00e3o fatores comumente encontrados em pacientes diagnosticados com AN.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\"><span style=\"color: #000000;\"><b><i>Tabela 1. Crit\u00e9rios de Consenso da ASPEN para Identifica\u00e7\u00e3o de Pacientes Adultos em Risco de S\u00edndrome de Realimenta\u00e7\u00e3o<\/i><\/b><b><i><sup>4<\/sup><\/i><\/b><\/span><\/p>\n<table class=\"t1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\"><\/td>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">Risco Moderado: Necess\u00e1rio 2 Crit\u00e9rios de Risco<\/p>\n<\/td>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">Risco Significativo: Necess\u00e1rio 1 Crit\u00e9rio de Risco<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">IMC<\/p>\n<\/td>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">16\u201318,5 kg\/m<sup>2<\/sup><\/p>\n<\/td>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">&lt;16 kg\/m<sup>2<\/sup><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">Perda de peso<\/p>\n<\/td>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">5% em 1 m\u00eas<\/p>\n<\/td>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">7,5% em 3 meses ou &gt;10% em 6 meses<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">Ingest\u00e3o cal\u00f3rica<\/p>\n<\/td>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">Nenhuma ou ingest\u00e3o oral negligenci\u00e1vel por 5\u20136 dias ou &lt;75% da necessidade energ\u00e9tica estimada por &gt;7 dias durante uma doen\u00e7a ou les\u00e3o aguda ou &lt;75% da necessidade energ\u00e9tica estimada por &gt;1 m\u00eas<\/p>\n<\/td>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">Nenhuma ou ingest\u00e3o oral negligenci\u00e1vel por &gt;7 dias ou &lt;50% da necessidade energ\u00e9tica estimada por &gt;5 dias durante doen\u00e7a aguda ou les\u00e3o ou &lt;50% da necessidade energ\u00e9tica estimada por &gt;1 m\u00eas<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">Concentra\u00e7\u00f5es s\u00e9ricas de pot\u00e1ssio, f\u00f3sforo ou magn\u00e9sio anormais antes da alimenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/td>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">N\u00edveis minimamente baixos ou n\u00edveis atuais normais e n\u00edveis baixos recentes que necessitam de suplementa\u00e7\u00e3o m\u00ednima ou \u00fanica<\/p>\n<\/td>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">N\u00edveis moderadamente\/significativamente baixos ou n\u00edveis minimamente baixos ou normais e n\u00edveis baixos recentes que necessitam de suplementa\u00e7\u00e3o significativa ou em m\u00faltiplas doses<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">Perda de gordura subcut\u00e2nea<\/p>\n<\/td>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">Evid\u00eancia de perda moderada<\/p>\n<\/td>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">Evid\u00eancia de perda severa<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">Perda de massa muscular<\/p>\n<\/td>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">Evid\u00eancia de perda leve ou moderada<\/p>\n<\/td>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<p class=\"p3\">Evid\u00eancia de perda severa<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\"><span style=\"color: #000000;\">Apesar de preocupante a s\u00edndrome de realimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 preven\u00edvel. O antigo ditado sobre a reposi\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica na dieta, &#8220;comece com pouco e avance devagar&#8221;, mudou, pois a maioria dos estudos recentes apoiam um plano de realimenta\u00e7\u00e3o mais agressivo e a viabilidade segura de uma abordagem de renutri\u00e7\u00e3o mais acelerada. No entanto, ainda \u00e9 necess\u00e1rio ter cautela, especialmente em pacientes com IMC extremamente baixo. A f\u00f3rmula de Harris Benedict ainda \u00e9 uma boa op\u00e7\u00e3o para c\u00e1lculo das necessidades nutricionais.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\"><span style=\"color: #000000;\">Abaixo, dicas pr\u00e1ticas para evitar a SR em pacientes com AN:<\/span><\/p>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">Identificar pacientes em risco (por exemplo, qualquer paciente com desnutri\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, peso extremamente baixo ou que n\u00e3o tenha se alimentado por 7 a 10 dias).<\/span><\/li>\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">Medir os n\u00edveis s\u00e9ricos de eletr\u00f3litos e corrigir anormalidades antes de iniciar a realimenta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/li>\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">Obter valores s\u00e9ricos de f\u00f3sforo e eletr\u00f3litos diariamente nos primeiros 5 a 7 dias, ou at\u00e9 que estejam est\u00e1veis, e posteriormente em intervalos regulares reduzidos.<\/span><\/li>\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">Tentar aumentar lentamente a ingest\u00e3o cal\u00f3rica di\u00e1ria em 300-400 kcal a cada 3-4 dias at\u00e9 atingir um n\u00edvel suficiente para a restaura\u00e7\u00e3o adequada.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p3\"><span style=\"color: #000000;\">Monitoramento e Cuidados a Longo Prazo:<\/span><\/p>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">Recomenda-se aferir sinais vitais a cada 4 horas nas primeiras 24 horas ap\u00f3s a introdu\u00e7\u00e3o de calorias em pacientes de risco.<\/span><\/li>\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">Monitoramento cardiorrespirat\u00f3rio \u00e9 recomendado para pacientes inst\u00e1veis ou com defici\u00eancias graves, conforme padr\u00f5es de cuidado estabelecidos.<\/span><\/li>\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">Pesagem di\u00e1ria com monitoramento da ingest\u00e3o e elimina\u00e7\u00e3o de l\u00edquidos.<\/span><\/li>\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">Avaliar metas de curto e longo prazo para o cuidado nutricional diariamente nos primeiros dias at\u00e9 que o paciente seja considerado estabilizado (por exemplo, sem necessidade de suplementa\u00e7\u00e3o de eletr\u00f3litos por 2 dias) e, posteriormente, conforme os padr\u00f5es institucionais de cuidado.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p3\"><span style=\"color: #000000;\">Algumas regras gerais simples a seguir para pacientes com AN:<\/span><\/p>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">A ingest\u00e3o cal\u00f3rica raramente deve exceder 70-80 kcal\/kg de peso corporal, mas pode ultrapassar 80+ kcal\/kg quando o paciente est\u00e1 gravemente abaixo do peso (&lt;55% do peso ideal), geralmente variando entre 80-100 kcal\/kg.<\/span><\/li>\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">Para pacientes com anorexia mais severa, iniciar a dieta com 30-40 kcal\/kg.<\/span><\/li>\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">A ingest\u00e3o de prote\u00edna geralmente n\u00e3o deve exceder 2 g\/kg de peso corporal, mas, em casos de peso corporal extremamente baixo, esse valor \u00e9 frequentemente ultrapassado. Pacientes gravemente abaixo do peso podem necessitar regularmente de at\u00e9 4 g de prote\u00edna por kg sem apresentar sinais de les\u00e3o renal.<\/span><\/li>\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">O planejamento das refei\u00e7\u00f5es deve ser individualizado.<\/span><\/li>\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">A distribui\u00e7\u00e3o de macronutrientes deve ser aproximadamente 50% carboidratos, 25% prote\u00ednas e 25% gorduras, mas isso pode variar conforme o paciente.<\/span><\/li>\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">O ganho de peso deve estar na faixa de 1,5-1,8 kg por semana para pacientes internados ou em tratamento residencial.<\/span><\/li>\n<li class=\"li3\"><span style=\"color: #000000;\">As defici\u00eancias de micronutrientes mais comuns incluem: zinco, vitamina D, cobre, sel\u00eanio e vitamina B.<sup>6<\/sup><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\"><span style=\"color: #000000;\">Os homens geralmente atingem um pico de 4.000 kcal por dia, enquanto as mulheres atingem 3.500 kcal por dia. Todas as abordagens requerem monitoramento cl\u00ednico e laboratorial rigoroso, al\u00e9m da individualiza\u00e7\u00e3o do plano alimentar com base na taxa de ganho de peso e na evolu\u00e7\u00e3o laboratorial e cl\u00ednica do paciente.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span style=\"color: #000000;\">Claramente, a abordagem \u00e0 realimenta\u00e7\u00e3o tornou-se mais agressiva com o passar dos anos. Isso \u00e9 em grande parte apropriado, quando acompanhado de um monitoramento rigoroso e avalia\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas frequentes, especialmente no in\u00edcio da realimenta\u00e7\u00e3o. No entanto, muitas quest\u00f5es ainda permanecem sem resposta em rela\u00e7\u00e3o a esse paradigma terap\u00eautico essencial para pacientes com anorexia nervosa. Neste momento, \u00e9 fundamental mantermos vigil\u00e2ncia e cautela enquanto o conjunto de evid\u00eancias continua a se desenvolver nesse campo crucial.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\">Refer\u00eancias:<\/p>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li2\">Crone C, Fochtmann LJ, Attia E, Boland R, Escobar J, Fornari V, Golden N, Guarda A, Jackson-Triche M, Manzo L, Mascolo M, Pierce K, Riddle M, Seritan A, Uniacke B, Zucker N, Yager J, Craig TJ, Hong SH, Medicus J. The American Psychiatric Association Practice Guideline for the Treatment of Patients With Eating Disorders. Am J Psychiatry. 2023 Feb 1;180(2):167-171. doi: 10.1176\/appi.ajp.23180001. PMID: 36722117.<\/li>\n<li class=\"li1\">Assump\u00e7\u00e3o CL, Cabral MD. Complica\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas da anorexia nervosa e bulimia. Rev Bras Psiquiatr. 2002;24(supl.III):29-33. 4. American Dietetic Association. Position of the American Dietetic Association: nutrition intervention in the treatment of anorexia nervosa, bulimia nervosa, and eating disorders not otherwise specified (EDNOS).J Am Diet Assoc. 2001;101(7):810-9.<\/li>\n<li class=\"li1\">American Dietetic Association. Position of the American Dietetic Association: nutrition intervention in the treatment of anorexia nervosa, bulimia nervosa, and eating disorders not otherwise specified (EDNOS).J Am Diet Assoc. 2001;101(7):810-9<\/li>\n<li class=\"li1\">Barreto, P. (2024). Bases da terapia nutricional enteral e parenteral. Rio de Janeiro: Manole.<\/li>\n<li class=\"li2\">da Silva JSV, Seres DS, Sabino K, Adams SC, Berdahl GJ, Citty SW, Cober MP, Evans DC, Greaves JR, Gura KM, Michalski A, Plogsted S, Sacks GS, Tucker AM, Worthington P, Walker RN, Ayers P; Parenteral Nutrition Safety and Clinical Practice Committees, American Society for Parenteral and Enteral Nutrition. ASPEN Consensus Recommendations for Refeeding Syndrome. Nutr Clin Pract. 2020 Apr;35(2):178-195. doi: 10.1002\/ncp.10474. Epub 2020 Mar 2. Erratum in: Nutr Clin Pract. 2020 Jun;35(3):584-585. doi: 10.1002\/ncp.10491. PMID: 32115791.<\/li>\n<li class=\"li2\">Donini LM. Eating disorders: a comprehensive guide to medical care and complications (fourth edition) : Edited by Philip Mehler and Arnold Andersen. Eat Weight Disord. 2022 Dec;27(8):2987-2988. doi: 10.1007\/s40519-022-01479-3. Epub 2022 Oct 5. PMID: 36199010.<\/li>\n<li class=\"li3\">Hanachi, M., Dicembre, M., Rives-Lange, C., Ropers, J., Bemer, P., Zazzo, J.-F., Poupon, J., Dauvergne, A., &amp; Melchior, J.-C. (2019). Micronutrients Deficiencies in 374 Severely Malnourished Anorexia Nervosa Inpatients.\u00a0Nutrients,\u00a011(4), 792. https:\/\/doi.org\/10.3390\/nu11040792<\/li>\n<li class=\"li1\">Lock, J., &amp; Le Grange, D. (2015). Treatment manual for anorexia nervosa: A family-based approach (2nd ed.). The Guilford Press.<\/li>\n<li class=\"li1\">Le Grange, D., &amp; Lock, J. (Eds.). (2011). Eating disorders in children and adolescents: A clinical handbook. Guilford Press.<\/li>\n<li class=\"li1\"><i>White JV, Guenter P, Jensen G, Malone A, Schofield M. Consensus statement:Academy of Nutrition and Dietetics and American Society for Parenteral and Enteral Nutrition: characteristics recommended for the identification and documentation of adult malnutrition (undernutrition). JPEN J Parenter Enteral Nutr. 2012;36(3):275-283.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Anorexia Nervosa (AN), de acordo com o Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais (DSM-V), \u00e9 um transtorno alimentar que apesar de baixa preval\u00eancia oferece grande risco cl\u00ednico2. 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