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Nutrimed

A importância da nutrição parenteral precoce em paciente politraumatizados: Relato de caso

Clarissa de Oliveira Soares Peixoto é Médica formada em 1995 pela Faculdade de Medicina de Campos, com Residência médica em Clínica Médica pela Universidade Federal do Espírito Santo UFES (RQE 6721)
Ex – estagiária do GANEP, Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral pela BRASPEN (RQE 49804), Especialista em Nutrologia pela ABRAN (RQE 49751), Mestre em Pesquisa Operacional e Inteligência Computacional com ênfase em Saúde
Professora do componente curricular Optativo de Nutrologia da FMC, Subcoordenadora geral de graduação da FMC.

 

Autores: PEIXOTO, COS; AMARAL, AFM; MELO, JS; SOUZA, JB; CHIARADIA, LF; WAGNER, LL; FREITAS, RC; COUTINHO, RB

 

Palavra-Chave 1: Nutrição Parenteral Total

Palavra-Chave 2: Trauma

Palavra-Chave 3: Desnutrição

 

Introdução:

A resposta endócrino metabólica em cenários de trauma inclui alterações inflamatórias sistêmicas e neuroendócrinas, tais como hipercatabolimo, distúrbios ácido-base, desequilíbrios hidroeletrolíticos e hiperglicemia, que estão diretamente relacionados ao prognóstico do paciente. A abordagem do trauma exige uma terapêutica integrada e multidisciplinar sendo o suporte nutricional indispensável, devendo ser iniciado precocemente a fim de favorecer melhores desfechos. A Nutrição Parenteral Total (NPT) é indicada aos pacientes impossibilitados de obter suas necessidades nutricionais através do tubo digestório, sendo fundamental na tentativa de minimizar a desnutrição proteico calórica advinda dos quadros de politraumatismo.

 

Objetivos:

Relatar a importância da nutrição parenteral individualizada, de início precoce, em pacientes politraumatizados, como ferramenta de intervenção essencial para manter o suporte nutricional em pacientes graves.

 

Metodologia:

Estudo retrospectivo observacional descritivo, com base na análise sistemática de dados provenientes do prontuário do paciente internado em um hospital nacidade de Campos dos Goytacazes-RJ.

Resultados:

Homem, 27 anos, vítima de politrauma por acidente de trânsito, admitido no hospital e submetido a laparotomia exploradora com esplenectomia, gastrorrafia e rafia de colón, além de amputação infrapatelar traumática do membro inferior esquerdo. Por instabilidade hemodinâmica, ficou em dieta zero por 3 dias, com sonda nasogástrica em sifonagem, sendo então indicado a NPT no 4º dia de internação, por contraindicação ao uso do trato gastrointestinal (TGI) apóscirurgia abdominal. O peso para cálculo das necessidades calórico proteicas foi baseado na estimativa proposta por Chumlea (1994), considerando o desconto do membro amputado. Optou-se por NPT individualizada, isenta de sódio em virtude da hipernatremia (165mEq/L), com oferta diária de 1565 kcal e 80g de aminoácidos.

 

Conclusões:

Este caso mostra a complexidade do manejo de um paciente politraumatizado submetido a múltiplas intervenções cirúrgicas, e a importância da terapia nutricional precoce no suporte à recuperação. A escolha da NPT como via de alimentação em pacientes politraumatizados que apresentam lesões que impossibilitam o uso do TGI é fundamental para garantir o aporte adequado de nutrientes, bem como para auxiliar no controle da resposta endócrino metabólica ao trauma, contribuindo para a redução do risco de desnutrição, de complicações pós-operatórias e da morbimortalidade.

 

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