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Nutrimed

O Guia Técnico da ASPEN/ 2025 (American Society for Parenteral and Enteral Nutrition) detalha as boas práticas para o uso de módulos enterais em pacientes adultos.

Guia de Enfermagem: Uso de Módulos Enterais em Pacientes Adultos

Os módulos enterais são utilizados para otimizar a oferta de nutrientes específicos quando a dieta enteral padrão ou a via oral não suprem as necessidades metabólicas do paciente. Os suplementos modulares mais comuns incluem proteínas, lipídios, carboidratos e fibras.

 

Considerações Clínicas e Indicações

Cicatrização de Feridas: Lesões por pressão, queimaduras e feridas cirúrgicas exigem aporte proteico elevado. A oferta adicional de proteínas (proteína intacta, peptídeos ou aminoácidos) pode ser feita de forma intermitente via sonda, de maneira análoga à administração de medicamentos.

Desnutrição em UTI: Pacientes críticos apresentam alto risco nutricional devido à intolerância alimentar e interrupções frequentes na dieta para procedimentos. A suplementação com módulos auxilia a alcançar a meta de 1,2 a 2,0 g de proteína/kg de peso corporal, conforme as diretrizes da ASPEN para terapia nutricional em pacientes críticos.

Manejo da Diarreia: A adição de fibra solúvel fermentável (como flocos de banana) à fórmula enteral padrão é recomendada para controlar a diarreia não infecciosa em pacientes hemodinamicamente estáveis.

 

Recomendações de Administração

Os módulos não devem ser misturados diretamente à fórmula enteral no frasco; eles devem ser administrados separadamente, como um “flush” ou “bolus”; medicamentoso.

 

  1. Preparo
  • Realize a leitura do código de barras do produto, se o sistema estiverdisponível.
  • Diluição: o Pós: Misturar 1 sachê ou medida em 60 a 120 mL de água até a dissolução completa.
  • Módulos Líquidos: Misturar com 30 a 60 mL de água.
  • Aspire o conteúdo com uma seringa de 60 mL ou conecte a embalagem contendo o módulo diretamente.

 

 

  1. Técnica de Infusão

  2. Pause a bomba de infusão da dieta enteral.
  3. Realize a lavagem (flush) da sonda com, no mínimo, 15 mL de água antes de iniciar.
  4. Acople a seringa ou a embalagem e administre o módulo.
  5. Após a infusão, realize novo flush com pelo menos 15 mL de água para garantir a patência da sonda e a entrega total do nutriente.
  6. Reinicie a bomba de infusão da dieta.

 

Documentação e Registros

 

A falha no registro de módulos enterais pode levar a erros por omissão, pois muitas vezes esses itens são tratados como “bandeja de dieta” e não aparecem no Registro de Administração de Medicamentos (RAM/Agendamento).

 

  • Registro no RAM: Após a administração, confirme o item no registro de medicamentos.
  • Prontuário Eletrônico: Caso não conste no RAM, registre o horário e a via nas notas de terapia nutricional.
  • Balanço Hídrico: Anote o volume do módulo e os volumes de água utilizados nos flushes pré e pós-procedimento.
  • Monitoramento: Registre a tolerância do paciente (ex.: distensão abdominal, resíduo gástrico) como parte da avaliação da terapia.

 

Nota: Estudos demonstram que a inclusão de módulos proteicos no RAM e o uso de código de barras aumentam a adesão à prescrição de 60% para 82%.

 

Referência:

. Use of modular enteral products for adult patients: A Nursing Guide. Practice Tools, American Society of Parenteral and Enteral Nutrition, may, 2025. In: http://chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://nutritioncare.org/wp-content/uploads/2025/05/Modular-EN-Products.pdf

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